21/07/2017 18:33:00

Culpa de quem?



Divulgação

Posso dizer, com toda certeza, que o único culpado por esta bagunça no Atlético é o presidente Daniel Nepomuceno, e ele vai continuar errando e não vai aprender, pois tem dividido o seu tempo na presidência do time com um cargo na Prefeitura de Belo Horizonte, e não dá a atenção necessária e que deveria dar ao clube.

Primeiro ele não renovou com Levir Culpi, que queria ficar no clube, foi campeão da Copa do Brasil, vice-campeão brasileiro. O presidente preferiu não continuar com este excelente treinador, e teve a “brilhante” ideia de trazer Diego Aguirre, que sequer conseguiu conquistar o título estadual, entregando-o de mão beijada para o América, em razão de suas escalações que ninguém conseguia entender.

Com a saída do Aguirre, Nepomuceno trouxe Marcelo Oliveira, que perdeu a primeira partida na decisão da Copa do Brasil e foi demitido. Sem outra opção, contratou Roger Machado, que também não teve nenhuma culpa pela falta de qualidade do elenco atleticano, que não consegue achar o caminho do gol em 90 minutos de jogo.

O excesso de preciosismo tem prejudicado o time, que tem vários jogadores de qualidade no elenco, mas não consegue superar os seus adversários. A medida mais fácil é mandar o treinador embora, quando deveria é colocar um bom número de jogadores na reserva ou negociá-los com outros clubes. O treinador é mais vulnerável e mais fácil de demitir.

A verdade é que o time está muito mal, falta vontade e responsabilidade aos jogadores. É inadmissível que um elenco perca tantos gols e que não consiga se impor aos adversários nem dentro de casa.

Na manhã desta sexta-feira (21) o Atlético anunciou oficialmente a contratação do técnico Rogério Micale, que já trabalhou nas categorias de base do clube e conquistou a medalha de ouro olímpica em 2016 com a seleção brasileira. Esperamos que dê certo, mas vamos pagar para ver.

LIBERAÇÃO
Mais uma vez teremos uma novela no caso da liberação do Ipatingão para os jogos do Ipatinga. É sempre a mesma história, sempre os mesmos problemas para que os laudos sejam entregues e liberados para a Federação Mineira de Futebol aprovar o estádio para os jogos profissionais.

Todo ano que um time da cidade vai disputar uma competição profissional a história se repete, e até hoje a comunidade questiona quais são as medidas que devem ser tomadas. O torcedor não fica ciente destas exigências e o estádio acaba liberado para um público de no máximo 5.000 torcedores. É o que deve acontecer para o Campeonato Mineiro da 3ª Divisão.

A meu ver, os órgãos responsáveis deveriam listar e divulgar as exigências feitas, para que a comunidade possa tomar ciência do que falta para o estádio voltar a ser uma referência no Estado de Minas Gerais. Se possível ele deve ser autossustentável, trazendo quem sabe alguns jogos de outros clubes que disputam o brasileiro, para que o estádio continue sendo usado.

De uma coisa temos certeza: o Ipatingão deve ter sido o único estádio do planeta que teve que tirar as cadeiras já instaladas devido questionamento da falta de segurança, os alegados riscos que elas causariam em caso de tumulto. A menos esta foi esta a alegação que ouvimos nos bastidores, mas nada foi oficializado.

Acho que não justificaria retirar tantas cadeiras do estádio, tornando o visual o pior possível. O Ipatingão poderia se transformar em uma arena multiuso, mas graças à falta de segurança, será relegado a segundo plano, servindo apenas para shows e eventos públicos e o futebol para pequenos públicos.

CRUZEIRO
O time celeste mostrou quinta-feira o mesmo futebol de um time de altos e baixos, que cresce no início das partidas e depois deixa que o adversário apareça mais no jogo e consiga equilibrar as ações. Mano Menezes tem muitas dificuldades nas substituições, e no jogo contra o Fluminense não foi diferente. Ao retirar o atacante Sassá da partida, ele permitiu que o time carioca superasse a marcação de um atacante perigoso e por várias vezes obrigou o goleiro Fábio a salvar a equipe celeste.

Amanhã o time estará no estádio da Ressacada, em Santa Catarina, para enfrentar o Avaí, sempre perigoso quando joga em casa. Mesmo estando em situação de risco, o time do sul do país não dá muitas facilidades para os seus adversários, e com certeza será mais uma partida difícil para o time comandado por Mano Menezes.

LIDERANÇA
O Corinthians, durante algumas rodadas, esteve absoluto e tranquilo na liderança do campeonato brasileiro, mas sofreu dois tropeços, empatando seus jogos. O técnico do Grêmio, o sempre polêmico Renato Gaúcho, afirmou que o time paulista cairia de produção, viu suas palavras se confirmarem e agora a diferença para o segundo colocado é de apenas seis pontos ganhos. Agora é esperar para ver a rodada do final de semana.

As duas equipes jogarão fora de casa, o Grêmio enfrenta o São Paulo, que venceu o Vasco no meio da semana e vai entrar no desespero, o que pode ser um ponto positivo para o time gaúcho. No Rio de Janeiro, o Corinthians enfrenta o Fluminense, que, após empatar com o Cruzeiro, terá a volta do artilheiro do brasileiro, o atacante Henrique Dourado. Será uma partida dificílima para as duas equipes, e isto pode ser um ponto de reação para quem está atrás na tabela do campeonato.

LEMBRANÇAS
Houve uma época em que muitos jogadores do futsal conciliavam com o futebol de campo, casos de Abel Batista, Elder, Ailton Jonas, Israel, Luizinho Linguiça, Túlio Carvalho, William Abreu, Vagner Cabeça, Joãozinho Macarrão, João Miranda, Edmar Andrade, Isac Batista, Luizinho Paulista e Fernando Sérgio.

E muitos árbitros também atuavam nas duas categorias, como Ronaldo Careca, Paulo César Gomes, Erci José de Souza, José João, Helder Horst, Evaristo Soares. Houve quem a vida toda atuou somente no futsal, como é o caso de Alexandre Silveira e Joktan Almeida, árbitros que prestaram um grande serviço ao esporte da região.

Contato com a coluna: roberto50mg@hotmail.com.


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