20/07/2017 10:47:00

Uma feira com cara de feira



Divulgação

A ExpoUsipa, exposição industrial, comercial e de prestação de serviços mais importante do Vale do Aço chegou à 29ª edição. São quase 30 anos! Mas, muita coisa mudou... e para melhor.

Durante muitos anos percorri, país afora, diversas feiras industriais. Feiras que, por sua natureza, são um espaço destinado à interação entre demandantes e demandados. Conhecer fornecedores da sua cadeia produtiva, seja downstreaming (antes da produção) ou upstreaming (após a produção), é muito importante para que alternativas para melhoria da performance do negócio sejam percebidas e implementadas.

Todavia, a Expo Usipa foi, por muitas edições, um evento eclético. Como, também, por mais de duas décadas e meia foi o único evento da região, a exposição apresentava de tudo um pouco, tornando-a menos reconhecida como uma “feira de segmento”. Boates, varejo, diversões teen e kids, shows... a Expo Usipa era, por excelência, uma festa que, ao contrário do padrão, era aberta às terças-feiras e encerrada aos domingos. Isso mesmo, cinco dias de evento!

As edições se caracterizavam como um evento em que o público-alvo era bem abrangente. A cultura deste público era visitar os estandes com o único propósito de amealhar brindes, em muitos casos prospectos de equipamentos cuja utilidade ou finalidade a maioria das pessoas não entendia, tratados como verdadeiros troféus. Isso sem falar nas canetas, cuja finalidade é universal.

Assédio
Confesso que era constrangedora a constante quebra de protocolo dos visitantes, ao invadir os estandes como se quem neles estivesse tivesse a obrigação de lhes servir “comes” e “bebes”. Já fui expositor e senti na pele as dificuldades de conversar com as pessoas que convidei para irem visitar o estande, tendo que dividir a atenção com desconhecidos que, de forma quase ditatorial, exigiam a atenção para os seus pedidos.

Mas o tempo foi passando e moldando a feira como ela deve ser: muito mais próxima dos negócios do que do entretenimento. A edição desse ano conta com mais palestras, encontros de negócios, oficinas e workshops. Pode-se dizer que a Expor Outlet se aproxima do modelo desse passado eclético, mas não é verdade. Acredito que ela, aos poucos, ganhará vida própria, uma vez que ocupa um espaço geograficamente mais afeito ao público que vai à Usipa exclusivamente em busca de vestuário em condições atípicas de preço.

O evento da ExpoUsipa está muito mais próximo de ser uma feira industrial, potencializando a capacidade da região do Vale do Aço em fornecer insumos para as gigantes que aqui desenvolvem suas atividades. Assim, as empresas visitantes podem perceber a capacidade de atendimento que nossas empresas possuem, e levá-las para o seu cadastro de fornecedores.

Abertura
Na noite de terça-feira (18), durante a solenidade oficial de abertura – exclusivamente para expositores, autoridades, lideranças regionais e convidados -, presenciei um ambiente de muito entusiasmo por parte de todos. Mesmo com os resquícios da crise econômica, cuja fase mais aguda se anuncia como superada, todos têm expectativas de realizarem negócios ou, pelo menos, começar a estabelecer contatos para que mais adiante eles venham a se concretizar.

A 29ª Expo Usipa, ao contrário do que se poderia esperar, conseguiu vender todos os seus estandes e criar novas possibilidades de aproveitamento do espaço. Eu acredito que deverá, após a divulgação dos seus números finais, surpreender e alcançar o viés necessário para promover uma grandiosa 30ª edição.

Que os bons ventos da economia soprem e afastem de vez a crise política, para que 2018 seja marcante para o Vale do Aço. Como encerro meus comentários no Jornal da Cultura, há mais de seis anos, vou parafrasear a mim mesmo Bons negócios para todos vocês!


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