17/07/2017 18:34:00

Dever cumprido



Divulgação

Parecia até que o Galo era o mandante, pela quantidade de torcedores alvinegros presentes ao reformado Estádio Olímpico de Goiânia, que recebeu apenas 4.220 pagantes na vitória de virada do Galo (2 x 1) sobre o seu homônimo, o Atlético Goianiense.

A verdade é que o futebol do Galo, sobretudo no primeiro tempo, foi horroroso, péssimo, da pior qualidade, apenas um chute a gol, o que lhe valeu uma derrota justa de 1 x 0 para o pior time da competição.

No intervalo, o técnico Roger Machado deve ter dado uma sacudida nos brios da rapaziada. Ele trocou o bisonho Marlone por Robinho, além de Brenner, que foi amarelado e corria o risco de ser expulso, e que foi trocado por Mateus Mancini.

O time alvinegro melhorou um pouco, o suficiente para criar algumas chances e virar o placar para 2 x 1, mesmo correndo riscos de sofrer o empate até o minuto final, se salvando mais uma vez graças às defesas milagrosas do goleiro Victor.

Nada que mereça chamada na primeira página, mas ao menos o Galo cumpriu o seu dever e trouxe os três pontos de Goiânia, diante de um adversário fraco, típico representante dos “bambalas” e “arimatéias” que infestam as divisões do futebol nacional.

Que o Bahia, outro time semelhante aos goianos, adversário de amanhã no Independência, não apronte e tire pontos do Galo, o que tem sido uma constante nesta temporada.

Bom clássico
No clássico nacional do Mineirão entre Cruzeiro x Flamengo, o empate de 1 x 1 foi justo, num jogo bom, eletrizante em alguns momentos, onde o time celeste, embora com menos posse de bola, levou mais perigo à meta rubro-negra e poderia até ter saído com a vitória.

O técnico Mano Menezes voltou a empregar um esquema tático seguro na defesa, utilizando uma marcação firme no meio de campo, buscando definir o jogo nos contra-ataques, mas acabou tendo que mudar os planos ao sofrer o primeiro gol.

No balanço geral, o empate de 1 a 1 fez justiça aos dois lados, tanto que os torcedores gostaram do que viram e aplaudiram os jogadores depois do apito final do árbitro.

Já vimos clássicos entre celestes e rubro-negros bem melhores, mas este, embora não tenha tido nada de extraordinário, também não causou prejuízos às duas equipes, pois o Cruzeiro continua na cola do G-6, que garante vaga na Libertadores, enquanto o Flamengo permanece a 12 pontos e ainda na caça ao líder Corinthians.

• A torcida do Cruzeiro finalmente deu as caras no Mineirão, que registrou 39.976 pagantes. Sassá entrou e fez o gol de empate, dando sinais de que pode começar a justificar essa aposta arriscada da diretoria na sua contratação. Significa também que pode apressar a saída do argentino Ramon Ábila para o Boca Juniores, embora o gigante portenho queira o artilheiro, mas ou não queira ou não tenha dinheiro para bancar a sua contratação.

• Na parte de cima da tabela, a 14ª rodada foi boa para o Grêmio, ao tirar dois pontos de diferença para o líder absoluto Corinthians, que só empatou com o Atlético Paranaense na noite de sábado. Impressionante foi o golaço marcado pelo ex-lateral cruzeirense, Jonathan, do “Furacão”, depois de driblar quatro adversários. E pensar que o Cruzeiro fica dependendo de um Ezequiel, cruzando os dedos para que ele se recupere de crônicas contusões para poder jogar.

• Na parte de baixo da tabela a situação é dramática para o São Paulo, que completou nove jogos sem vencer, após ser derrotado com o pé nas costas pela Chapecoense (2 x 0) e ainda chorando um pênalti não marcado a seu favor quando o jogo estava 1 a 0. A 14ªrodada teve 26 gols e a melhor média de público até então - 21.866 torcedores por jogo -, sem computar o jogo de ontem à noite entre Botafogo x Sport, no Rio de Janeiro, e desconsiderado o jogo entre Vasco e Santos, disputado de portões fechados.

• Como em quase todos os jogos, os números do líder Corinthians chamam a atenção em vários aspectos. Vejam só: no jogo em que venceu fora um de seus grandes rivais, o Palmeiras, por 2 a 0, o time da casa finalizou 18 vezes. E o Corinthians três!!! Isso mesmo! Três finalizações. E fez dois gols. Outro detalhe: no jogo de sábado contra o Atlético-PR, levou mais de 40 mil torcedores ao seu estádio, mesmo sendo contra um adversário que não oferece atrativos. Enquanto isso, a diretoria do Atlético Mineiro solta foguetes e se vangloria de jogar no Estádio Independência para 17 ou no máximo 21 mil torcedores.

• Parodiando a propaganda de uma empresa seguradora, enquanto o time do Galo batia cabeça em campo, Robinho assistia tudo sentado no sofá (banco de reservas), logo ele, que ganha a bagatela de R$ l,2 milhão de reais por mês. Ao invés de estar em campo, ralando o bumbum no chão e ajudando o time e a ele próprio a sair dessa draga de má fase, enquanto o couro comia e o Galo perdia, Robinho estava ali tranquilo, sentado no sofá, batendo palmas para o ridículo e bisonho Marlone. (Fecha o pano!)


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