14/07/2017 08:44:00

Mercado de trabalho no caminho inverso: interior é a bola da vez

Sebastião Alvino Colomarte



Divulgação

Uma das dúvidas que mais aterrorizam a maioria dos adolescentes é a escolha de sua carreira profissional. As crianças, em suas fantasias, sonham um dia em serem bailarinos, astronautas, artistas de novela ou mesmo médicos, veterinários, professores etc. Aos 16/17 anos, quando é chegada a hora derradeira dos exames admissionais aos cursos superiores, muitos jovens ficam totalmente perdidos em relação ao seu futuro profissional.

Em seu livro “Escolha Certa – As 10 profissões mais procuradas no Brasil”, o presidente do Conselho de Administração do CIEE de São Paulo, Luiz Gonzaga Bertelli, ressalta que a definição de carreira bem-sucedida é abrangente. Antigamente, diz ele, estava associada unicamente a uma trajetória específica, desenvolvida ante uma ou no máximo duas empresas ascendentes do ponto de vista hierárquico.

Atualmente, as opções começaram a aparecer para quem não considera a trajetória típica de algumas décadas atrás ideal para o desenvolvimento profissional, revela Bertelli. Entre elas está a possibilidade de empreender ou criar o próprio negócio relacionado à formação acadêmica ou, ainda, acrescentando mais um item, apostar no potencial do mercado de trabalho nas cidades do interior.

As oportunidades de emprego sinalizam para um movimento inverso, em que as apostas se voltam para as cidades do interior do país, já que os grandes centros urbanos estão saturados. Nesse sentido, se as empresas buscam essas cidades para geração de renda, quer dizer que as oportunidades de emprego ou estágio também estão lá.

A evolução do setor de agronegócio brasileiro cria novas oportunidades no campo, já que busca o aumento da produtividade para aumentar a produção de alimentos, inclusive os de produtos orgânicos, cada vez mais demandado pela população dos grandes centros. Também a garantia da preservação dos recursos naturais e a redução das áreas de manejo ganharam importância e outro olhar.

Para ter uma ideia, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do interior registrou expansão de 49% nos últimos dez anos, cerca de 10 pontos percentuais a mais que o dos grandes centros urbanos. Para muitos jovens indecisos, as empresas instaladas no interior são vistas também como uma oportunidade de crescimento profissional e a chance de fazer um plano de carreira.

Assim, os setores de Agronomia, Agropecuária, Aquicultura, Agrimensura, Ambiental, Florestal e de Pesca começam a ocupar importante espaço no mercado. E entre as carreiras também está a Agroecologia. Apesar de o agronegócio ser um dos setores mais importantes para a formação do PIB brasileiro, muitos estudantes ainda focam os grandes centros urbanos, esquecendo as possibilidades que os produtos florestais oferecem.

Bertelli, em seu livro, enumera ainda 10 profissões mais procuradas pelas empresas brasileiras, fruto de intensa pesquisa junto ao banco de dados de abertura de vagas de estágio para estudantes. E cita: Pedagogia, Educação Física, Direito, Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social, Engenharias, Tecnologia da Informação, Fisioterapia e Farmácia.

Ao analisarmos atentamente a lista, todas começam a ter uma boa demanda nas cidades de médio porte. É hora de os jovens fazerem o caminho inverso e voltar a ocupar as cidades do interior, que dia após dia vem atraindo grandes investimentos e, por consequência, oportunidades de trabalho.

Aí está a bola da vez: oportunidades de emprego e estágios nas cidades do interior. E o Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG) está atento a esse movimento, inclusive, para atender a essa demanda de todo o Estado, mantém unidades de atendimento nas principais cidades-polos mineiras.

*Professor e superintendente-executivo do Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG) e diretor da ACMinas.


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