01/07/2017 11:07:00

Grande clássico



Divulgação

Depois de uma semana com fortes emoções nos primeiros matas-matas pelas quartas de final da Copa do Brasil, o Brasileirão está de volta neste fim de semana com a 11ª rodada, com destaque para o nosso clássico tupiniquim, Atlético x Cruzeiro, além de outros bons jogos como Flamengo x São Paulo, o líder Corinthians x Botafogo, sem contar o jogão de ontem, Palmeiras x Grêmio, disputado na Arena do Verdão.

Claro que o confronto entre Galo x Raposa, programado para o acanhado Estádio Independência, deveria ser no Mineirão, com no mínimo 60 mil presentes, torcidas divididas ao meio, etc e coisa e tal.
Mas, vá entender os nossos dirigentes, não é mesmo? Deixam de lado a opção mais indicada, confortável, segura, lucrativa, para jogar em um local que comporta no máximo 20 mil pessoas, preferindo assumir o risco de sofrer um prejuízo técnico e financeiro do que usar do profissionalismo e bom senso recomendados no caso.

Dentro de campo, o jogo promete, pois são muitos os bons jogadores de ambos os lados: Fábio, Robinho, Rafael Sóbis, Alisson e Thiago Neves pelo lado celeste; Victor, Robinho, Elias, Cazares e o artilheiro Fred, do lado alvinegro, só para citar alguns que podem fazer a diferença.
Tomara que não sejam registrados vandalismo e violência entre as torcidas, sobretudo do lado de fora do estádio, como no último clássico válido pelo Campeonato Mineiro, mas aí já seria pedir muito para papai do céu.

Arena Ipatingão
Estudante do último período de Arquitetura do Unileste, Érik Almeida escolheu como tema para seu trabalho de conclusão do curso (TCC) um projeto de reforma e revitalização do Estádio Ipatingão, tomando como base as novas arenas construídas para a Copa do Mundo de 2014.

Em setembro do ano passado, após ler no blog do jornalista Chico Maia as críticas que fiz à irresponsabilidade do governo municipal anterior, que permitiu o pisoteio direto do gramado do Ipatingão por milhares de pessoas durante um show sertanejo, Érik me procurou para obter dados e informações sobre o estádio, visando concluir seu projeto.

Respondi às perguntas dele e, na última semana, fui comunicado que o seu trabalho havia sido aprovado pela faculdade. Nas redes sociais, o projeto da nova “Arena Ipatingão” está bombando, merecendo muitas curtidas e elogios. Para conhecer e curtir o projeto deste jovem futuro arquiteto, Érik Almeida, um sonho que também é de todos nós, basta acessar o link https://www.youtube.com/watch?v=IkVDgOtp4ek.

Sou testemunha do esforço que tem sido feito pelo atual secretário de Esportes, Cultura e Lazer da administração municipal, Carlos Oliveira, no sentido de deixar o Estádio Ipatingão em condições para receber os jogos do Ipatinga, que a partir do fim deste mês vai disputar a “terceirona” mineira, com o objetivo de retornar à elite do futebol estadual.

Mesmo com a falta de recursos financeiros e material humano para a realização dos trabalhos, dentro do padrão exigido pela grama tipo “Bermuda” do atual gramado, a mesma das grandes arenas do país, como o Mineirão, Maracanã etc, dá para notar à distância sinais visíveis de melhoria no estado do piso.

Em 1997, tão logo assumi pela primeira vez a gerência do Ipatingão, a convite do então prefeito Chico Ferramenta, visitei o Uberabão (Uberaba-MG), Parque do Sabiá (Uberlândia-MG) e Mineirão, com o objetivo de conhecer o sistema de administração destes estádios, que na época eram equipamentos públicos, como é o caso até hoje do Ipatingão. Nosso objetivo era aplicar aqui o que achássemos melhor e viável, já que tudo era novo e tivemos de começar do zero.

Foi quando recebi um sábio conselho do saudoso Fernando Sasso, então presidente da ADEMG, autarquia que administrava o Mineirão antes dele ser privatizado, do qual jamais abri mão enquanto gestor: - “Se o gramado for bom, ninguém vai reclamar do banheiro sujo, do preço de produtos vendidos nos bares, da falta de conforto dos vestiários ou se a cabine da imprensa é pequena, portanto, cuide em primeiro lugar do gramado, que não pode ser apenas bom, tem de ser ótimo, pois aí o resto todos toleram”. (Fecha o pano!)


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