23/06/2017 13:41:00

Wagner Penna e as novidades do mundo fashion - Slow Fashion




O minimalismo de Bharbara Renault/Jardin
SLOW FASHION
Devidamente consolidada no que se refere à indústria da pronta-entrega de moda, com marcas produzindo ótimos produtos, no estilo e no acabamento, a moda mineira também indica um revigoramento no slow fashion, moda baseada no estilo inovador, baixa produção e uma incrível riqueza artesanal.

Esse segmento é muito importante para sinalizar o índice criativo de um polo de moda, e também forja sua imagem positiva junto ao grande público. À frente desse jovem e dinâmico grupo está a estilista Bharbara Renault e sua marca Jardin, com uma moda minimalista, super bem feita e exclusiva.

Seguindo os mesmos princípios, nós citamos ainda as bijus de Suka Braga (malha aramada), Mayara Leão (resinados), Tatiana Queiróz (aramados) e as grifes Nuu Shoes e Virginia Barros (sapatos), Estudio NhNh (sapatos veganos), Fernanda Torquett, Copella e Carlos Penna. Depois eu conto mais.

SENSAÇÕES
Na busca de lucros rápidos e enormes, as grandes marcas de fast-fashion, como a Zara, H&M, Riachuelo, Renner e outras, mergulharam fundo também no comércio virtual, isto é, vender pela internet. E embora o percentual dessas vendas não tenha chegado nem a 20% do total, avança velozmente.

Na contrapartida desse entendimento, as grandes marcas de luxo começam a apostar em experiências mais diretas com o seu milionário público, usando sua tradição e as ‘emoções fashion’ para seduzir sua consumidora.

Uma recente exposição da Louis Vuitton no biliardário mercado chinês resume bem isso: mostrou a ‘genealogia’ da marca, exalou cheiro artificial de couro (matéria-prima inicial de suas malas e bolsas) no ambiente e promoveu muitas sensações táteis.

Eles apostam no cheiro e no toque para tentar vender mais. Mas há um detalhe: assim como em outras grifes, as roupas da marca não representam nem 10% do faturamento.

RIO
O zunzunzum no circuito da moda diz que os cariocas estão com enormes dificuldades para manter as suas feiras de moda. Embora a ideia seja continuar com os eventos, alguns dos seus patrocinadores estão em busca de formatos que viabilizem a continuidade da proposta, já que as últimas edições não tiveram o resultado esperado.

Como já dissemos aqui, realmente não é fácil impulsionar uma feira de moda, principalmente no momento em que as vendas entre quem faz e quem entrega para a consumidora final (o chamado B2B) está agora mais centrado na internet. Há de se ter muito capital e muita paciência.

VAIVÉM
* Uma das mais criativas marcas da pronta-entrega mineira, a Engenharia Modern fechou as portas. Embora tenha apontado um crescimento de 30% no último ano, a decisão do dono, Rodrigo Carvalho, deve-se a problemas de saúde, e ele preferiu ter um tempo de calma. Mas continua atuando como artista plástico de qualidade que ele é. ***

* Josette Davis em fase de dose dupla de trabalho: além de abrir a expô-vendas Modernos e Eternos com 20 ambientes e mais de 100 ações internas numa bela casa de Beagá, também lançou, durante café-da-manhã, a nova edição da Morar Mais, mostra de décor onde o bonito custa mais barato. Esse evento, será em agosto. ***

* Enquanto isso, Renato Tomasi está a todo vapor para a abertura da DMais Design, que, nesta edição, vai se espalhar por Beagá com muitos eventos ligados ao design e arte, incluindo moda – que terá um ‘mercado’ no dia 24, na nova e linda loja de Bharbara Renault/Jardin, na Savassi. A DMais será aberta nesta semana. ***

* Quem passa, habitualmente, pelas vitrines da Arezzo, fica impressionado com a criatividade da marca a cada coleção. Com lançamentos praticamente semanais, o bom gosto e criatividade dos seus modelitos a colocam na linha de frente das marcas de sapatos nacionais. Um orgulho para uma grife de origem mineira. Amém. ***

PONTO FINAL - A turma da moda internacional não descansa. Após os desfiles resorts/cruises, o quem é quem fashionista baixou em Florença (Itália), onde acontece a Pitti Uomo, uma das principais feiras mundiais no quesito moda masculina. Neste ano, a novidade é que os desfiles estão com pegada mais comercial e menos editorial. Isto é, todo mundo caindo na real. Mas, em julho, tem o lançamento de alta-costura, em Paris.


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