22/06/2017 14:00:00

Os bastidores das homenagens ao Acordo Brasil-Japão na Assembleia



Divulgação

Na segunda-feira (19), as homenagens realizadas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte, em função dos 60 anos do acordo Brasil-Japão que possibilitou a implantação da Usiminas em Ipatinga, pode ter traduzido um pouco do clima de disputa acionária nos bastidores da empresa. Segundo fontes, o protocolo foi impreciso e desatencioso, gerando alguns constrangimentos.

O primeiro a presença no mínimo pouco significativa de apenas quatro deputados ao evento, sendo que, da região do Vale do Aço, apenas Rosângela Reis estava lá. Já no convite formal, simplesmente para acompanhar a solenidade, o presidente da empresa, Sérgio Leite de Andrade, assim como figuras de relevância no atual contexto da empresa, como o representante dos trabalhadores e aposentados no conselho de administração, Luiz Carlos Miranda, foram esquecidos.

Mesmo ambos estando presentes no plenário (e o cerimonial estava informado disso), não foram convidados para tomar assento na composição de mesa, o que, no mínimo, causa uma certa estranheza. Uma homenagem que não inclua o atual presidente da empresa sugere algo como não ser convidado para a formatura do próprio filho.

É importante ressaltar que não se está focando em pessoas. Executivos vem e vão. A questão que se aborda é a relevância dos cargos e o contexto em que a solenidade está incluída. Queira Deus que seja não mais do que um caso de competência limitada da assessoria da ALMG, o que lamentavelmente se viu, expressada em desatenção e pouco observância a protocolos. Afinal, errar é humano!

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História
A Usiminas, um dos pilares do processo de industrialização do país, que foi alavancado pelo presidente Juscelino Kubitschek (1956-1961), surgiu a partir do projeto de cooperação entre os governos brasileiro e japonês na área de siderurgia.

Em 3 de junho de 1957, o engenheiro Amaro Lanari Júnior (depois nomeado diretor-presidente da Usiminas) estabeleceu com o chefe da missão industrial japonesa, Teizo Horikoshi, as bases de cooperação que viabilizariam a operação da empresa.

O acordo definiu que o grupo de siderúrgicas japonesas liderado pela Nippon Steel & Sumitomo Metal Corporation (NSSMC) - então sob o nome de Yawata Iron Steel - teria 40% do capital da Usiminas, indicando os diretores de forma proporcional.

Uma história que foi recentemente adaptada pelo atual presidente Sérgio Leite e foi símbolo do início desta cooperação entre Brasil e Japão na construção da Usiminas é a do grupo conhecido como “Sete Samurais”.

O nome, referência ao clássico filme do cineasta japonês Akira Kurosawa, foi dado à equipe de engenheiros da Usiminas, recém-formados pela Escola de Minas de Ouro Preto, enviada ao Japão em setembro de 1958. Durante dois anos eles foram treinados na usina siderúrgica da Yawata Iron and Steel Company. Quando regressaram, em 1960, estavam prontos para aplicar a tecnologia nipônica na usina de Ipatinga, inaugurada no ano anterior.

No primeiro período do exercício do atual presidente, no ano passado, ele designou 10 “samurais” para trabalharem aspectos estratégicos necessários para o soerguimento da empresa (a refundação da Usiminas). Uma inspiração justificada!


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