18/06/2017 14:00:00

UPA altera atendimento em Ipatinga a partir de segunda-feira

Apenas os pacientes dos casos de urgência e emergência serão tratados na UPA, classificados com as cores amarela e vermelha do Protocolo de Manchester



Wôlmer Ezequiel


A UPA no bairro Canaã teve crescimento na demanda com a crise hospitalar e município adota alternativa de atendimento
O paciente que procurar a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no bairro Canaã em Ipatinga, a partir desta segunda-feira (19), encontrará um novo modelo de atendimento e, a depender da classificação do caso, poderá ser repassado ao plantão de uma unidade básica de saúde.

Nesta segunda-feira, à noite, entra em funcionamento um novo modelo de atendimento em que apenas os pacientes dos casos de urgência e emergência serão tratados na UPA, classificados com as cores amarela e vermelha do Protocolo de Manchester. Quem não for classificado com um desses níveis de gravidade, será transferido para as unidades de saúde onde serão montados plantões noturnos especiais.

O anúncio foi feito pelo prefeito de Ipatinga, Sebastião Quintão e pelo secretário de Saúde, Ededwin Windsor, no dia 13 de junho, quando foi anunciado o decreto estado de calamidade pública na área do atendimento de urgência e emergência em Ipatinga, depois do fechamento do atendimento no hospital José Maria Morais (antigo São Camilo, em Coronel Fabriciano) e restrição no atendimento nos hospitais de Timóteo e de Caratinga, ambos conveniados com o estado para atendimento pelo SUS.

“Na UPA, 80% dos atendimentos que chegam, não são de urgência e emergência. Por isso que até segunda-feira (18), teremos a abertura de três unidades de saúde, localizadas estrategicamente, para funcionar até às 22h pelo sistema de Corujão. Assim, se for classificado como urgência ou emergência, vai ser atendido na UPA mesmo, se não for, vai ser encaminhado para essas unidades”, avisa o secretário.

Demanda
O secretário de Saúde acrescentou que o novo modelo de atendimento será implantado devido ao aumento do número de pacientes que procuram a UPA. A média diária chega agora a 350 atendimentos. Por mês chegava a 10.500 procedimentos. No entanto, com o fechamento dos hospitais na região, o número aumenta a cada dia. “No mês de maio fechamos com 15.550 atendimentos, bem acima da média. Além disso, tem muitas pessoas que estão sendo atendidas com doenças graves e demanda de alto custo”, afirma.

Para quarta-feira (21) é esperada a reabertura dos atendimentos no hospital em Coronel Fabriciano, com gestão feita pela prefeitura e repasses financeiros do governo estadual.


Reação dos Leitores





Comentários

Usuário da Saúde

22 de Junho, 2017 | 18:49
Esse corujao é mesmo uma enganação! As pessoas terão que se deslocar para lugares mais longes das residências, não há transparência na atual administração!
Tanto que a secretaria de adjunto anunciada juntamente com o secretário já pediu pra sair. Esta certa ela tem um nome a zelar.

Sol

22 de Junho, 2017 | 10:52
ta dificil nos postos de saude não tem medico nem de dia imagine a noite esperança 2 nem medico nem avaliação de glicose tem por falta de aparelhos sugestão fechar o posto do Bairro esperança 2 e colocar os usuarios em um lugar que tenham fucionarios pra atender e ferramentas de trabalho e uma vergonha chegar em um posto de saude e nao ter um aparelho de aferir pressão

Juciene

19 de Junho, 2017 | 11:43
Sr. Prefeito, eu duvido que esse tal de corujão vai funcionar....Na maioria das vezes somos obrigados à ir para Upa, exatamente por falta de médicos, ou a burocracia no acolhimento dos postos. Aqui no bairro Esperança é uma merda, quando tem médico, não tem remédios...sem contar que deveria agendar consultas, sem precisar ir para a fila antes das sete, e nos dias específicos de atendimento de cada médico...exames haha...mais de ano esperando! Torçopara que funcione, pois a população está cansada de tanto descaso!

Kelly

19 de Junho, 2017 | 11:24
Tatiane, tudo bem?
Até entendo Vc, mas quando se trata de saúde pública ou o SUS(Sistema Único de Saúde) temos que entender o seguinte: A matéria acima está dizendo que a média de atendimentos em nossa cidade é de aprox 10.000 atendimentos... Então, nossa cidade recebe verbas para atendimentos exclusivos a quem mora em Ipatinga. Quanto as demais cidades Ex: Cel Fabriciano/ Timóteo entre outros , estes tem os Hospitais conveniados dentro da própria cidade e também o município recebe verbas para repasse do mesmo. Infelizmente os Hospitais deixaram de atender os convênios pelo SUS e o município continua recebendo as verbas normalmente. Daí, a população sem atendimento básicos nestas cidades conseguem endereços ou de alguma forma vem para Ipatinga e são atendidos pela nossa cidade e com a nossa verba municipal, com isso a qualidade dos serviços cai, o atendimento fica péssimo, poucos médicos de plantão e os pacientes só aumentando e os custos elevando e os municípios com exemplos citados por mim acima que encerraram os hospitais conveniados não repassa nenhum valor da verba que vem pra esta finalidade entende?
Se a população cobra as cidades exemplificadas acima a repassar a verba da saúde para a cidade de Ipatinga já que pagamos os impostos e as verbas são recebidas normalmente pelas cidades, os médicos plantonistas, enfermeiros, atendentes, e assim vai...do faxineiro ao médico terão novas contratações para sanar esta deficiência, daí pode ter certeza, Não haverá uma pessoa pra reclamar... Só que pra isto a população não se mobiliza porque é mais fácil reclamar...

Tatiane

19 de Junho, 2017 | 08:56
Quero até ver quando vai durar isso pois é raro vc encontra alguem com a pulseiras amarela e vermelha só sabe classificar cm a cor verde..
Traduzindo povo vai estar ferrado..
A corda revenda só pro lado mais fraco , por que o prefeito não leva a família pra consultar na upa sem ter privilégios e vai ver o povo doente espera horas e horas pra ser atendidos.
Claro que se tivesse como não iríamos pra upa e sim nós posto ou até mesmo pro hospital particular..
Quer ajudar povo vai lá e coloca Márcio cunha pra atender o povo pode ser até particular não iria me importar queremos ser atendidos pois pagamos imposto e nada e de graça.
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