22/05/2017 11:16:00

Ainda sobre a religação do alto forno nº 1 da Usiminas

Nascente incubando empresas



Divulgação

Semana passada, na minha coluna no jornal DIÁRIO DO AÇO (17/05), cometi uma falta em relação ao não dar créditos, também, a outros que envidaram esforços descomunais para manter empregos e propiciar perpetuidade das atividades da Usiminas.

É importante ressaltar que, no corpo do conselho da empresa, dada a origem, o representante dos trabalhadores e aposentados tem sensibilidade para os temas ligados à planta, seus trabalhadores e comunidade do Vale do Aço. De fato, Luiz Carlos Miranda desempenha esse papel com destaque. Temos, ali, poucos conhecedores dessa realidade.

Desde a sua eleição, no ano passado, o representante dos trabalhadores inclui-se como um dos principais articuladores e responsáveis por manter entendimentos junto aos acionistas no sentido de que investimentos fossem realizados na planta de Ipatinga, e não por acaso, veio a religação do Alto Forno 1. E muitos esforços nesse sentido foram de Luiz Carlos.

Obviamente, quem acompanha à distância não consegue mensurar que, no contexto de recessão econômica, crise da siderurgia, crise societária e crise política, o feito de convencer o conselho da empresa a reinvestir no aumento da capacidade fabril é algo que tem que ser – de fato - considerado extraordinário.

Quando escrevi “Caro leitor, o que realmente está por trás dessa decisão é uma luta intensa da diretoria Industrial da Usina de Ipatinga, no que diz respeito ao convencimento dos conselheiros sobre as vantagens de fabricar placas”, não alcancei a figura do representante dos trabalhadores no conselho da Usiminas, Luiz Carlos Miranda, o que faço nesse momento.

E repito: Trazer para dentro da usina de Ipatinga algo em torno de 400 novos empregos só para as ações pré-operacionais é um alento dentro do mar de notícias ruins que recebemos ao longo dos últimos anos, sobretudo, as relativas a falta de entendimento entre os principais acionistas. A previsão é retomar as operações em abril de 2018, o que vai garantir um incremento anual de 500 mil a 600 mil toneladas na produção de ferro-gusa.

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CEFET CAMPUS TIMÓTEO INAUGURA INCUBADORA DE EMPRESAS
Nascente, esse é o nome das incubadoras de empresas do Centro Federal de Educação Tecnológica – Cefet/MG. E no campus Timóteo não é diferente. Em solenidade restrita a poucos convidados, no último dia 4, o diretor do Cefet Campus Timóteo, Leonardo Lacerda, apresentou o novo espaço e o modelo de base tecnológica da incubadora de empresas.

O espaço abrigará até oito projetos oriundos de edital a ser lançado em junho, e estes poderão ficar de dois a três anos no espaço, com mentoria do corpo docente da instituição e apoio das demais 10 unidades do Cefet no estado. Essa é a sétima filial da incubadora, que está também nas cidades de Araxá, Belo Horizonte, Curvelo, Divinópolis, Leopoldina e Nepomuceno; e a terceira da CIT, que, além da capital, tem uma coordenação em Curvelo.

É uma iniciativa inédita que poderá fomentar o movimento de start-ups na região, dotando-as de um novo viés tecnológico que, entre outras possibilidades, poderá vir a ser o embrião de um novo mercado, uma nova economia para o Vale do Aço. Prestigiaram o evento representantes das Associações Comerciais, Sebrae/MG e Secretaria de Desenvolvimento Econômico dos municípios de Coronel Fabriciano e Timóteo.

Como funciona a Nascente Incubadora de Empresas?
A Nascente é uma incubadora de empresas de base tecnológica que surgiu da vocação do Cefet-MG em produzir e gerenciar tecnologia. Uma incubadora funciona como um instrumento de apoio e estímulo ao surgimento de novas empresas. É um ambiente planejado para acolher e orientar projetos de empreendimentos em fase inicial de desenvolvimento, minimizando os riscos inerentes a qualquer negócio e fornecendo-lhes o suporte tecnológico, administrativo e jurídico necessários.

As empresas em desenvolvimento nas incubadoras são classificadas como residentes. Elas têm, em média, dois anos e meio para se preparar nesse ambiente comum e depois se lançar no mercado, de forma mais sólida e com melhores condições de competição. A incubadora pode abrigar ainda os chamados projetos de pré-incubação. Nesse caso, o tempo de permanência é menor, em torno de um ano.


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