20/05/2017 11:10:00

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Entramos na segunda rodada do Campeonato Brasileiro, e pelo batido da lata, só depois de umas cinco ou seis delas, como acontece todos os anos, é que poderemos dizer se este ou aquele time é de fato um virtual candidato ao título.

Claro que não há como fugir das especulações, sobretudo porque nossos colegas que trabalham com a camisa do clube do coração enrustida acabam fabricando precocemente favoritos, como é o caso agora do Palmeiras, Flamengo (apesar da vexatória eliminação na Libertadores para o San Lorenzo), Atlético Mineiro, não podendo desprezar outros grandes do futebol brasileiro — Corinthians, Santos, Grêmio, Cruzeiro, São Paulo etc —, mas todos dependerão de julgamentos mais para a frente, pois a competição mal começou.

Aliás, o próprio nome está dizendo: “competição”. E se ela é de futebol, então, nem se fala, uma vez que a complexidade proveniente de fatores internos e externos que interferem diretamente no resultado de um jogo (não é “duelo” como insistem alguns) é tamanha que nunca se sabe o que acontecerá.

Daí esse blábláblá todo, interminável, parecendo até uma sequência de denúncias de corrupção na Lava-jato. Mas em se tratando de futebol, ao contrário de enojar, chatear, decepcionar, muito ao contrário, não é pecado alguém fazer ilações, supor, dar pitacos onde isso é normal no sentido de promover as disputas.

No caso do Atlético, um dos três times mais citados, acho que as previsões de que disputará na cabeça pelo título são pertinentes, e neste caso ajudou a invencibilidade mantida nos últimos seis jogos, quando apresentou um futebol de qualidade.

Hoje o Galo terá pela frente um adversário difícil, o Fluminense, que também é citado, pouco, é verdade, mas pode surpreender e, mais adiante, aparecer no pelotão de frente dos postulantes ao título, pois além de um elenco razoável, possui um treinador, Abel Braga, que conhece todos os atalhos desse velho esporte bretão.

Após o empate com o Flamengo, enaltecido com um natural exagero por parte da imprensa festiva da capital e também elogiado aqui neste espaço, com a ressalva de que, para chegar ao título do Brasileirão e sair da fila que já dura 46 anos, o Galo não pode oscilar tanto como ocorreu no Maracanã, onde fez um mau primeiro tempo e dominou a etapa final.

Em seguida, diante do Godoy Cruz, pela Libertadores, jogando no Independência, o time alvinegro foi bem melhor, intenso os noventa minutos na busca incessante pela vitória, mas daí a pensar que será assim daqui para a frente vai uma distância muito grande. É melhor aguardar!

O Cruzeiro terá um jogo igualmente complicado hoje, contra o Sport Recife, na Ilha do Retiro, onde o clube pernambucano sempre dá muito trabalho, embora ainda não tenha engrenado sob o comando de Ney Franco. A vitória de 1 a 0 sobre o São Paulo na primeira rodada devolveu a tranquilidade ao técnico Mano Menezes, muito pressionado após a perda do Mineiro e a eliminação na Sul-Americana.

As voltas de Fábio ao gol e Dedé à zaga deram mais tranquilidade ao setor defensivo. Além disso, o retorno previsto de Ariel Cabral ao meio-campo, e a possibilidade de contar com o atacante Rafael Marques, contratado junto ao Palmeiras, vão qualificar ainda mais a equipe celeste, sem falar de Robinho, Rafael Sóbis e Thiago Neves, entregues ao Departamento Médico e que, em breve, estarão de volta.

Toda essa confusão da última semana, que virou o país de ponta-cabeça devido à delação da JBS na operação Lava-jato, respingou diretamente na eleição do Cruzeiro. O eventual candidato da oposição, senador Zezé Perrela, envolvido diretamente no episódio, e mais cinco conselheiros do clube, estão sendo investigados por diversos crimes. Nos bastidores, o que se comenta é que a candidatura de Perrela, que vinha ganhando corpo e aparecia como favorita, sofreu um forte abalo e pode naufragar.

Uma reunião na sede da Federação Mineira (FMF), em Belo Horizonte, definiu os detalhes da Terceira Divisão, que começará no final de julho, onde estará o Ipatinga em sua nova tentativa de retornar ao cenário do futebol estadual. A novidade será o Atlético B, com o objetivo de aproveitar jovens revelações da sua base, seguindo o exemplo de grandes clubes europeus. O campeonato que dá acesso aos dois primeiros colocados à segundona em 2018 será disputado por pontos corridos, em turno e returno.

Tite conseguiu confundir a cabeça de todo mundo com essa sua última convocação da seleção brasileira. Não chamar Neymar foi uma decisão acertada e corajosa, até porque é preciso mesmo saber até que ponto a nossa seleção consegue se virar sem o seu único craque. Mas chamar David Luiz? Fagner? Rodrigo Caio? Diego Alves? Diego Souza? Convocar o Jemerson até que foi um ato de justiça. Mas fica claro que cabeça de treinador de seleção realmente é algo imprevisível. (Fecha o pano!)


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