19/05/2017 10:25:00

Gaeco investiga tráfico de drogas e favorecimentos a presos no Ceresp em Ipatinga

Operação Alcatraz prende quatro envolvidos com crimes e investiga outros sete suspeitos



Wellingon Fred


Ceresp de Ipatinga, em uma das rebeliões: agentes são investigados por favorecer presos

Quatro pessoas foram presas, entre elas agentes penitenciários, na Operação Alcatraz, desenvolvida pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado de Ipatinga (Gaeco) na manhã desta sexta-feira.

A operação investigava o tráfico de drogas e favorecimentos aos presos no Ceresp em Ipatinga, antes da rebelião e transferência de vários presos para outras unidades. Conforme o Diário do Aço apurou, três agentes penitenciários, além de sete pessoas são investigadas pelo Gaeco.

Até o fim da manhã desta sexta-feira quatro pessoas tinham sido presas, incluindo dois agentes penitenciários, que à época dos fatos prestavam serviços na Unidade de Ipatinga. Também foram apreendidos um revólver, munições calibres 38, e 40, uma bucha de maconha e diversos materiais, que serão periciados.

As ações foram desencadeadas nas cidades de Ipatinga e Santana do Paraíso, na manhã desta sexta-feira. Os nomes dos presos temporariamente, com mandados expedidos pela Justiça Pública de Ipatinga, não foram revelados.
Além das prisões foram cumpridos também seis mandados de busca e apreensão e foram recolhidos diversos equipamentos e mídias diversas.

As buscas foram efetuadas nas residências dos agentes penitenciários investigados, bem como em outras residências.
Conforme a nota da assessoria do Ministério Público Estadual, asa investigações dão conta que substâncias entorpecentes e aparelhos celulares poderiam estar ingressando na Unidade Prisional com a participação de agentes públicos. De posse dos celulares, presos continuavam a comandar o tráfico de dentro das unidades prisionais, bem como dando ordens para cometimentos de crimes diversos no Vale do aço.

Os levantamentos prévios indicam que os aparelhos eram comercializados por até R$ 1 mil cada um. A apuração também aponta que alguns agentes conversavam livremente com os detentos por telefones e o aplicativo whatsapp.
Quando havia alguma apreensão de telefones, antes de os aparelhos serem levadas para os órgãos policiais, essas mensagens e agendas eram apagadas.

Os trabalhos do Gaeco foram realizados com participação da Corregedoria da Secretaria de Estado de Administração Prisional (SEAP), de Belo Horizonte, que foi acionada pelos promotores de Justiça que integram o Gaeco.


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