23/01/2017 17:56:00

Melhor do Mundo



[imagemd6953]Nesta última semana de férias, – no próximo fim de semana a bola volta a rolar pelo Campeonato Mineiro, a Primeira Liga e Libertadores já começaram -, um bom tema para discussão entre uma e outra gelada, sem dúvida, trata-se da escolha do melhor do mundo no futebol pela dona Fifa, que este ano deu o título ao atacante português Cristiano Ronaldo.

Na minha opinião, CR-7 é melhor do que mais de 99 por cento dos jogadores em atividade no mundo. Alguém duvida disso? Mas a rigor — claro que isso é apenas a minha opinião —, se o português tivesse um espelho mágico e fizesse a ele mesmo a tradicional pergunta:

- Existe alguém no mundo melhor do que eu? Certamente o espelho responderia:
- Sim. Há alguém melhor do que você, um argentino chamado Lionel Messi.

Claro, essa minha opinião não é nem poderia ser unanimidade, até porque o grande Nelson Rodrigues dizia que “toda unanimidade é burra”. Existe, isto sim, podem crer, muita gente, mas muita gente boa por aí que pensa o contrário, quer dizer, que o português é melhor do que o argentino. Eu fico fora dessa, mas que existe, sim, é a pura verdade.

Dentro de campo, a meu juízo, Cristiano Ronaldo só perde para Messi por conta de um pequeno detalhe, que faz muita diferença a favor do argentino. CR-7 é um cracaço, mas não tem o magnetismo, a habilidade extraterrestre de Messi, que faz com que a bola fique grudada em seus pés, por maior que seja a velocidade com que arranca e penetra no campo adversário, seja dentro ou fora da área.

Neste detalhe, em todos os meus anos de janela (e lá se vão quase quatro décadas vivenciando futebol quase 24 horas), só vi um jogador, Zico, chegar perto, isso mesmo, chegar perto do argentino.

Esta facilidade em dominar a bola e trazê-la grudada aos pés em alta velocidade, permite que ele, Messi, execute dribles e passes geniais, deixando companheiros na cara do gol. Reconheço, porém, que dentro da área, no fundamento da finalização das jogadas, eles se equivalem.

Há também uma diferença abissal entre ambos fora de campo, e aí neste item, mais uma vez, aprecio a personalidade discreta de Messi à excessiva vaidade do português. Aliás, no aspecto da vaidade, uma das características de sua personalidade, a de CR7 é digna do seu tamanho de quase 1,90m, e só perde, por coincidência, para um outro português, José Mourinho, que é “professor” com mestrado e doutorado em arrogância.

Cristiano Ronaldo declarou, pouco após a conquista do Mundial de Clubes pelo Real Madrid, que já está “acostumado com as críticas”. Melhor assim, não é? Mas fiquei pensando com os meus botões se de fato são tantas assim as críticas feitas a ele, ao ponto de ter que se acostumar a elas. Muito estranho. Como pode um jogador consagrado mundialmente ter que se resignar com as críticas ou restrições ao seu desempenho dentro de campo?

Então, fiquei imaginando o seguinte: se ele, craque do Real Madrid e da seleção portuguesa, escolhido em 2016 pela quarta vez o melhor jogador do mundo, artilheiro, carregado de títulos, astro internacional, milionário exatamente graças ao futebol, sofre tantas desaprovações assim, como seria a vida de outros jogadores tidos como craques e também os pernas-de-pau espalhados pelo planeta?

No futebol, nem Pelé, que foi o maior de todos e jamais será igualado, escapou das críticas. Ora se dizia que o “Rei” tinha sido desleal numa jogada mais viril contra um companheiro de profissão - e para se defender das botinadas ele às vezes exagerava na maldade contra os adversários -, outras vezes se dizia que Pelé esteve “apagado” em campo, sem jogar nada.

Algo parecido foi dito de Cristiano Ronaldo na vitória – por 4 a 2 - do Real Madrid contra o honrado Kashima Antlers, na final do Mundial de Clubes. A maioria dos comentaristas que ouvi considerou, com razão, diga-se de passagem, que o craque português estava “apagado” no jogo. E estava mesmo, portanto, concordo que o termo foi bem empregado. Agora, vejam só: quanto a Pelé eu vou pular porque não valem comparações, mas se “apagado” em campo CR7 faz três gols, imaginem quando ele está... “aceso”. (Fecha o pano!)


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