28/10/2016 17:02:00

Semana decisiva



Divulgação

Atlético e Flamengo revivem neste sábado, no Mineirão, um dos maiores clássicos do futebol brasileiro. Ambos precisam da vitória para evitar que o Palmeiras dispare ainda mais. O Flamengo esteve mal nas duas últimas partidas. O empate com o Corinthians foi um alívio para o time carioca. O gol em flagrante impedimento foi motivo de muitas reclamações dos paulistas.

Para encarar o Atlético, Zé Ricardo ainda não definiu se usará três atacantes, e apenas dois volantes. É uma decisão arriscada, pois terá pela frente um time que também ataca em velocidade. Diego tem sido um dos principais jogadores, mostrando eficiência no meio-campo e ataque. Habilidoso, é o articulador dos ataques no Flamengo.

Já o Atlético, depois de vencer o Internacional pela Copa do Brasil, ainda tem dúvidas para confirmar a escalação. Marcelo Oliveira avalia a alternativa de não atuar com três volantes, pois Cazares tem jogado muito bem e, mesmo na suplência, é um dos jogadores mais importantes do elenco. Nesse caso, Leandro Donizete e Junior Urso cuidariam da marcação. Cazares, Otero, Robinho e Fred formariam o setor ofensivo, com Lucas Pratto de prontidão no banco.

O Cruzeiro também vai a campo determinado a buscar a vitória para afastar de vez o risco do rebaixamento. O time celeste não foi feliz no meio da semana, mas é hora de virar a chave e esquecer o Grêmio momentaneamente. Mas faturar os três pontos logo mais não vai ser fácil. O Atlético-PR é muito difícil de ser batido em Curitiba, e joga motivado para conquistar uma vaga no G6. Mano Menezes deverá repetir o que fez em Salvador, diante o Vitória, lançando um “mistão”.

Voltando à Copa do Brasil, para contrastar com o desânimo do torcedor, alguns jogadores manifestam a confiança em reverter a vantagem do Grêmio em Porto Alegre. Embora essa façanha de fato seja possível, é preciso destacar que o Grêmio também saberá jogar com o regulamento debaixo do braço.

FUTEBOL DECADENTE
O futebol brasileiro há muito vem perdendo a sua credibilidade no mundo inteiro. E nem a seleção brasileira desfruta do respeito imposto quando era o time a ser batido. Estamos pagando pela desorganização total na CBF, e pela conivência dos dirigentes, que fez ou outra chiam, mas sempre contribuem para manter no comando ladrões e incompetentes.

Agora surgiu mais uma piada no nosso futebol. A Associação Nacional de Árbitros de Futebol (ANAF) resolveu proteger aqueles que se mostram inaptos para aplicar devidamente as regras. Por causa das merecidas críticas aos árbitros, a entidade pediu ao STJD que sejam punidos técnicos, jogadores e dirigentes que se indignarem contra os sopradores de apito.

Os presidentes do Atlético, Palmeiras, Fluminense e Figueirense são citados na petição, além do técnico do Internacional, Celso Roth, e os jogadores Diego Souza, do Sport, e Lucca, do Corinthians. A entidade quer que os profissionais citados sejam julgados nos artigos 258 (assumir conduta contrária à disciplina ou à ética esportiva) e o artigo 243 (ofensa à honra).

Devemos deixar claro que todos estes dirigentes, à exceção do presidente do Fluminense, têm razão em suas reclamações. Daniel Nepomuceno, do Atlético, reclama de um gol ilegal do Botafogo, e o pênalti não marcado também nesta partida. Já o Sport denuncia que houve um pênalti contra o Palmeiras e o árbitro não teve a coragem de marcar.

O Figueirense considera que foi prejudicado contra o Palmeiras. Os jogadores do Corinthians, com toda a razão, reclamam do gol do Flamengo no Maracanã, em um impedimento muito claro, que o assistente ignorou.
Temos que entender que errar é sempre possível, mas os erros da arbitragem brasileira ultrapassam os limites da tolerância.

E são falhas grosseiras. Na partida entre Flamengo e Fluminense, em um lance claro de impedimento, o árbitro Sandro Meira Ricci, que já atuou em Copa do Mundo, aguardou 13 minutos para decidir pela anulação do gol que antes havia validado.

A realidade é que não está havendo critérios, este é o primeiro ponto. O outro é a falta de bom senso para escalar os árbitros sem experiência em jogos difíceis e decisivos.

Os clubes, em contrapartida, deveriam denunciar os árbitros no mesmo tribunal, a fim de se chegar a uma padronização em torno de alguns critérios que precisam ser iguais para todos, sem importar a força da camisa, ou a pressão dentro do estádio em que estiverem trabalhando.

LEMBRANÇAS
O Kart Clube de Ipatinga tem uma história de muito sucesso, em razão de ter promovido diversas competições e transformado o kartismo em uma febre. Durante muitos anos, a pista Emerson Fittipaldi foi palco de grandes provas do kartismo brasileiro.

Ao visionário Rubén Antônio Solé se jantaram Sampaio, Aurélio Caixeta, Mário Dinelli, Edmundo Polck Fraga, Geraldo Henrique, Adriana Solé, Marco Antônio Cambraia, Bartolomeu Kokke e tantos outros que deram a sua contribuição para o crescimento dessa modalidade.

Contato com a coluna: roberto50mg@hotmail.com.


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